23 maio 2021

Covid-19: vacinas de Oxford e da Pfizer protegem da variante de origem indiana, diz FT

Estudo do governo britânico aponta que duas doses da vacinas de Oxford e da Pfizer fornecem forte proteção contra infecção sintomática da variante do coronavírus identificada pela primeira vez na Índia. As informações são do jornal Financial Times (FT).

A variante já chegou ao Brasil. O Maranhão registrou os primeiros da cepa chamada de B.1.617 em seis pessoas que chegaram ao estado a bordo do navio MV Shandong da Zhi, atracado no litoral do estado.

De acordo com reportagem do Financial Times, duas doses de vacina forneceram 81% de proteção contra a variante B.1.617 encontrada na Índia e 87% contra a cepa B.1.1.7, identificada pela primeira vez em Kent, no sudeste da Inglaterra. O jornal ouviu duas pessoas que tiveram acesso a dados apresentados no Grupo de Aconselhamento sobre Ameaças de Vírus Respiratórios Novos e Emergentes do Public Health England (PHE), agência do Departamento de Saúde britânico.

No entanto, apenas uma dose apresenta proteção de apenas 33% contra infecção sintomática da cepa B.1.617 e 51% contra a B.1.1.7.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou na última quinta-feira que as vacinas já aprovadas são, até o momento, eficazes contra “todas as variantes do coronavírus”. O órgão fez um apelo para a continuidade de ações prudentes frente à Covid-19. Imunizantes como a chinesa CoronaVac e a russa Sputnik, no entanto, ainda não receberam aprovação emergencial da OMS.

O governo britânico reduziu na semana passada o intervalo entre as doses da vacina de Oxford para maiores de 50 anos de 12 para oito semanas, em uma tentativa de garantir que os mais vulneráveis no Reino Unido recebam proteção total da vacina o mais rápido possível. Também ampliou a vacinação em locais com mais casos da variante indiana.

A cepa B.1.617, considerada uma “preocupação global” pela Organização Mundial de Saúde, foi identificada em seis tripulantes do navio Mv Shandong Da Zhi, com bandeira de Hong Kong, ancorado em alto-mar próximo ao litoral do Maranhão. O estado monitora cerca de cem pessoas que tiveram contato com pelo menos três pacientes que precisaram sair da embarcação para serem atendidos.

A Secretaria municipal da Saúde de São Paulo solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que sejam feitas barreiras sanitárias nos aeroportos de Congonhas, na capital paulista, e de Cumbica, em Guarulhos, para controlar a chegada de passageiros que possam estar contaminados com a variante indiana do coronavírus.

 O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que os casos no Brasil estão isolados e acompanhados pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do ministério.

— Lamentavelmente temos casos no Maranhão que foram detectados com a variante indiana. Seis pacientes foram detectados. Ontem (quinta-feira) falei logo cedo com o senhor Carlos Lula, secretário de Saúde do Maranhão, que tem trabalhado em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde. Esses casos estão isolados e esperamos que haja uma contenção adequada para que essa variante não progrida no país — disse.

 O ministro também disse disse que dados indicam que a vacina da Pfizer é eficaz contra a variante indiana, mas ressaltou que, neste caso, os testes RT-PCR, que têm “padrão ouro”, devem ser realizados para identificação da cepa.

— Já há dados que essa variante é sensível à vacina da Pfizer. Claro que tudo é muito novo e a gente precisa continuar nosso processo de vigilância fazendo testes, sobretudo o RT-PCR que permite a identificação mais adequada do vírus — completou o ministro.

O GLOBO

 

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