09 dezembro 2020

A CAPITAL DO BRASIL É LINDA: Brasília completa 33 anos como Patrimônio Cultural da Humanidade

Com apenas 27 anos de sua fundação, cidade já era reconhecida pela Unesco. Crédito: Bento Viana/MTur

Título reconhece mundialmente a capital federal por sua singularidade arquitetônica e valor cultural

Este mês de dezembro marca os 33 anos que Brasília se tornou o primeiro bem contemporâneo reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Com apenas 27 anos de idade, a cidade já era considerada um ícone da arquitetura moderna. Desde então, a capital do Brasil detém a maior área tombada do mundo (112,5 km²).

Até então, apenas monumentos centenários localizados em cidades históricas como Paris e Roma faziam parte da lista. Para se ter uma ideia da grandiosidade do marco, no mesmo ano, em 1987, o comitê da Unesco incluiu, também, a milenar Muralha da China como um Patrimônio Cultural da Humanidade.

O título dado à Brasília há mais de três décadas, permite que o conceito modernista dos idealizadores da cidade, o urbanista Lúcio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer, se mantenha inalterado. O objetivo da Unesco é que monumentos, edifícios ou sítios que sejam significativos para a humanidade e tenham valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico, sejam preservados e transmitidos a futuras gerações. 

“Brasília foi um marco na história do urbanismo. O urbanista Lucio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer pretendiam que todos os elementos - desde o layout dos bairros residenciais e administrativos (muitas vezes comparados à forma de um pássaro em voo) até a simetria das próprias edificações - estivessem em harmonia com o conjunto da cidade. Os edifícios oficiais, em particular, são inovadores e imaginativos”, destaca a Unesco.

Atualmente, existem 869 bens tombados como Patrimônio Cultural da Humanidade no mundo. No Brasil, 14 locais, incluindo Brasília, possuem o título: Ouro Preto (MG); Centro Histórico de Olinda (PE); Ruínas de São Miguel das Missões (RS); Centro Histórico de Salvador (BA); Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (MG); Parque Nacional da Serra da Capivara (PI); Centro histórico de São Luís (MA); Centro histórico de Diamantina (MG); Centro histórico da Cidade de Goiás (GO); Praça São Francisco (SE); Rio de Janeiro: paisagens cariocas entre a montanha e o mar (RJ); Conjunto arquitetônico da Pampulha (MG); e Sítio arqueológico do Cais do Valongo (RJ).

OUTROS TÍTULOS – O Brasil possui outros sete Patrimônios Naturais da Humanidade. São eles: Parque Nacional do Iguaçu (PR); Reservas de Mata Atlântica do Sul e Sudeste (PR e SP); Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento (ES e BA); Amazônia Central (AM); Pantanal (MT e MS); Fernando de Noronha e Atol das Rocas (PE e RN); Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas (GO). A Unesco incluiu Brasília, em 2017, Brasília e, em 2019, Fortaleza (CE) e Belo Horizonte (MG) na Rede de Cidades Criativas.

PROJETO DE REALIDADE VIRTUAL – Brasília fará parte de um projeto piloto da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial da Humanidade (OCBPM), organização de caráter internacional voltada às cidades que têm sítios do Patrimônio Mundial declarados pela Unesco. O projeto “Histórias Imersivas” tem o objetivo de desenvolver a promoção, a preservação de destinos brasileiros e o entretenimento em realidade virtual nos 23 sítios Culturais, Naturais e Mistos do Patrimônio Mundial Brasileiros.

Edição: Victor Maciel

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