17 agosto 2020

Mais de 20 Mil Servidores do RN recebem Auxílio Emergencial Ilegal


SERVIDORES DEVERÃO RECEBER PUNIÇÕES
Foto: reprodução

O governo federal identificou o pagamento do auxílio emergencial a 20.277 servidores públicos do Rio Grande do Norte, o que equivale ao valor de R$ 25,9 milhões pagos irregularmente. Em todo o Brasil, foram 680 mil servidores públicos que receberam o auxílio. Os repasses ilegais, somados, chegam a R$ 1 bilhão e serão investigados pelo MPF (Ministério Público Federal).

As irregularidades foram encontradas após a CGU (Controladoria-Geral da União) cruzar cadastros do programa criado para ajudar as famílias mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus com bancos de dados de outros poderes.

A CGU analisou agentes estaduais e municipais, além de servidores federais, nas 27 unidades da federação através de dados dos tribunais de contas estaduais e municipais e controladorias-gerais regionais.

O Maranhão foi o estado que apresentou o maior número de servidores recebendo irregularmente com 102 mil cadastros. Na sequência, aparecem a Bahia (82,9 mil), Minas Gerais (60 mil), Rio de Janeiro (40 mil) e Ceará (38 mil).

Em nota, a CGU informou que os resultados dos cruzamentos foram encaminhados aos órgãos estaduais e municipais responsáveis pelas bases fornecidas à CGU para tratamento, bem como ao Ministério da Cidadania para tomada de decisões em relação a eventual bloqueio ou suspensão de benefícios pagos a beneficiários potencialmente não elegíveis.

Número de servidores estaduais e municipais que receberam o auxílio irregularmente:

Acre: 1.962 servidores (R$ 2,8 milhões)

Alagoas: 35.706 servidores (R$ 65 milhões)

Amazonas:15.227 servidores (R$ 24,7 milhões)

Amapá: 2.488 servidores (R$ 2,6 milhões)

Bahia: 82.977 servidores (R$ 136,7 milhões)

Ceará: 38.785 servidores (R$ 49,4 milhões)

Distrito Federal: 1.590 servidores (R$ 2,5 milhões)

Espírito Santos: 7.109 servidores (R$ 11,3 milhões)

Goiás: 25.527 servidores (R$ 33,4 milhões)

Maranhão: 102.985 servidores (R$ 168,8 milhões)

Minas Gerais: 60.838 servidores (R$ 93,4 milhões)

Mato Grosso do Sul: 6.383 servidores (R$ 8,9 milhões)

Mato Grosso: 4.007 servidores (R$ 7,2 milhões)

Pará: 10.538 servidores (R$ 17,5 milhões)

Paraíba: 36.218 servidores (R$ 47,7 milhões)

Pernambuco: 21.355 servidores (R$ 31,3 milhões)

Piauí: 6.996 servidores (R$ 10,2 milhões)

Paraná: 19.463 servidores (R$ 25,8 milhões)

Rio de Janeiro: 40.998 servidores (R$ 64,1 milhões)

Rio Grande do Norte: 20.277 servidores (R$ 25,9 milhões)


Rondônia: 3.748 servidores (R$ 4,8 milhões)

Roraima: 2.148 servidores (R$ 3,2 milhões)

Rio Grande do Sul: 4.365 servidores (R$ 5,2 milhões)

Santa Catarina: 5.180 servidores (R$ 7,2 milhões)

Sergipe: 12.520 servidores (R$ 16,6 milhões)

São Paulo: 35.826 servidores (R$ 44,4 milhões)

Tocantins: 8.227 servidores (R$ 12,5 milhões)

Portal Grande Ponto com informações da Folha

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