12 abril 2020

Manutenção do ISOLAMENTO SOCIAL é defendida pelo Secretário de Vigilância em Saúde do Governo Bolsonaro


O ISOLAMENTO NO  MOMENTO EVITA MEDIDAS MAIS DURAS NO FUTURO, DIZ SECRETÁRIO
O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, reforçou neste sábado que é preciso manter medidas de distanciamento social nas cidades mais críticas, justamente para evitar ter que adotar ações mais duras futuramente, como o bloqueio total. Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta tarde, o Brasil chegou a 20.727 casos registrados de coronavírus, com 1.124 óbitos.

– O bloqueio total é uma medida muito amarga e esperamos não ter que adotar essa medida em nenhum local do Brasil. E para isso é fundamental que o distanciamento social não seja relaxado, especialmente em Manaus, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo – disse Wanderson.

O secretário destacou que, no caso de São Paulo, o ideal é ter pelo menos 70% de isolamento. Assim, ainda não está no momento de relaxamento da medida na cidade. Por outro lado, afirmou que são os gestores locais que têm melhores condições de avaliar o momento de relaxar ou endurecer. Para isso, deu o exemplo do Distrito Federal.

– O Distrito Federal é exemplo de boa estratégia. Fizeram uma medida de restrição há duas semanas. Estão agora observando medidas, viram o comportamento social. Estão modulando esse padrão. Antes de ontem liberaram o setor bancário. Liberaram o setor bancário com orientações de higienização de mãos, distanciamento para o atendimento. Várias feiras, só entra por uma porta, sai por uma porta. Não tem o entra e sai, chocando as pessoas, o corpo de bombeiros medindo a temperatura. E com isso, o gestor local está fazendo uma análise. Ele pode endurecer: eu relaxei com banco e aumentou o número de casos. Ou não, deu certo, dá para migrar para bares e restaurantes. Mas essa decisão é uam decisão de gestor municipal, do gestor local, porque só ele tem condições de decidir o que é melhor para sua população – disse Wanderson.

O secretário-executivo da pasta, João Gabbardo do Reis, não quis comentar o comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que, na sexta-feira, mais uma vez passeou pelas ruas de Brasília, contrariando as orientações de distanciamento social.

O estado com maior incidência da doença é o Amazonas, com 250 casos por 1 milhão de habitantes. Em seguida aparecem: Amapá (224), Distrito Federal (190), São Paulo (182), Ceará (172) e Rio de Janeiro (150). São os locais que mais preocupam, por terem uma taxa de incidência mais de 50% acima da média nacional, que é de 98 casos para cada 1 milhão de pessoas.

A maior taxa de mortalidade também é no Amazonas: 13 óbitos por 1 milhão de habitantes. Em seguida vêm São Paulo (12), Rio de Janeiro (9), Pernambuco (7) e Ceará (7). São os únicos acima da média brasileira, que é de cinco mortes por 1 milhão de pessoas.

O GLOBO

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