06 fevereiro 2020

Sindicatos dos Servidores Públicos do RN decidem não participar da nova reunião depois de Fátima "furar" com servidores



A governadora Fátima Bezerra (PT) evitou os servidores na Assembleia Legislativa, não comparecendo para a leitura da mensagem anual, na segunda-feira (3); e os servidores decidiram evitar o governo nesta quarta-feira (5), não comparecendo a reunião convocada pelo chefe de gabinete do governo, Raimundo Alves, para tratar sobre a reforma da Previdência.
O Fórum Estadual de Servidores decidiram por realizar uma reunião na sede do Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL-RN) e conceder coletiva à imprensa para falar sobre o movimento de resistência à reforma da Previdência e a luta pelo pagamento dos salários atrasados.
Para os sindicalistas, se um dia houve “lua-de-mel” com o governo Fátima Bezerra, essa relação está interrompida. As entidades sindicais acusam a governadora de trair a sua história de luta em defesa dos trabalhadores ao “impor” uma reforma que “vai tirar direitos dos servidores públicos estaduais”.
A presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Direta, Janeayre Souto, afirmou que as categorias não vão negociar o inegociável. “Não aceitamos a PEC da morte”, afirmou, referindo-se a proposta que a governadora Fátima encaminhará à Assembleia Legislativa para reforma o sistema previdenciário estadual.
A proposta apresentada pelo governo Fátima tem pontos mais duros do que a reforma da Previdência nacional, segundo os sindicalistas. É o caso das alíquotas que sobem para 12% e vão até 18,5%, além de taxar servidores inativos que atualmente não isentos de contribuição.
 As taxas variam de 12% a 18,5%, com isenção para inativos que recebem até R$ 2.500,00. Atualmente, a isenção beneficia inativos que recebem até o teto da previdência da União, que é de R$ 6.101,05.
Os servidores paralisaram as atividades por 48 horas no início da semana. Montaram tenda em frente ao Palácio José Augusto, sede da Assembleia Legislativa, mas a governadora Fátima não apareceu. A “fuga” piorou a situação e criou clima de revolta entre servidores e sindicalistas.

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