03 janeiro 2020

ELEIÇÕES 2020: O que dá para comprar com o fundão eleitoral de R$ 2 bilhões

Do Antagonista

O fundão eleitoral foi aprovado no Orçamento pelo Congresso no valor de pouco mais de R$ 2 bilhões. A votação foi em 17 de dezembro.

A matéria aguarda decisão do presidente Bolsonaro, que na manhã desta quinta-feira (2) falou em “preparar a opinião pública” para sua eventual sanção.

Em vez de patrocinar campanhas de candidatos a prefeito e vereador prometendo saúde e educação, esse dinheiro poderia ser usado para outras coisas. Por exemplo:

1. Reformar 100 hospitais

Em abril de 2019, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou R$ 120 milhões para reformas nos seis hospitais federais no Rio de Janeiro. A uma média de R$ 20 milhões por hospital, portanto, seria possível usar o fundão para reformar 100 hospitais.

2. Pagar o 14º salário do Bolsa Família

O governo pagou no mês passado um 13º salário do Bolsa Família. Foram beneficiárias 13,1 milhões de famílias, de acordo com o Ministério da Cidadania, a um custo de R$ 2,58 bilhões, uma média de 195 reais por beneficiada. Na prática, o benefício foi pago em dobro.

Os R$ 2 bilhões do fundão eleitoral correspondem a mais de 80% dessa quantia, ou seja, daria para pagar mais 156 reais para cada uma das famílias mais pobres do Brasil.

3. Dobrar o orçamento do Itamaraty


O orçamento aprovado para o Ministério das Relações Exteriores é de R$ 2,2 bilhões. Portanto, o dinheiro do fundão poderia quase dobrar o gasto do Brasil com sua representação diplomática.

4. Aumentar os investimentos em segurança pública

O orçamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública é de R$ 13,9 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão em investimentos. Em vez de bancar campanhas de prefeitos e vereadores prometendo segurança, o dinheiro do fundão poderia aumentar esse investimento em quase 120%.

5. Quintuplicar o orçamento da Agência Nacional de Mineração

Em outubro de 2019, a agência Deutsche Welle publicou que a Agência Nacional de Mineração (ANM), antigo DNPM, tinha apenas 900 servidores. Os principais estados mineradores, Minas Gerais e Pará, contavam com apenas três e quatro fiscais cada um, respectivamente.

O orçamento da ANM para 2020 aprovado pelo Congresso é de R$ 552 milhões. Com os R$ 2 bilhões do fundão, ele seria quase quintuplicado. Quem sabe assim o Brasil poderia ter mais fiscais e impedir novos desastres.

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