27 novembro 2019

UERN está entre as 20 universidades com maior representatividade de negros no corpo docente



A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) está entre as 20 do País com maior representatividade negra em seu corpo docente.
Com 435 (45%) professores negros, a UERN ficou em 14º lugar no ranking elaborado pela Revista Quero Bolsa que tomou como base o Censo da Educação Superior realizado pelo Ministério da Educação em 2018.
A publicação ao elaborar o ranking filtrou as universidades que tinham mais de 500 professores em exercício.
No Brasil, são 65.249 professores universitários negros, o que corresponde a 30% do número de docentes de nível superior que é de 214.224. “Vejo, enquanto Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) da UERN, com grande satisfação, mas também com surpresa, esse percentual de professores e professoras que se autodeclaram pretos e pardos na nossa Universidade. Porque visivelmente, podemos dizer assim, não vemos uma grande quantidade de professores negros na UERN. Porém, se considerarmos os que se autodeclaram pardos, a coisa muda de figura. Estamos na 14ª colocação. Muito significativo, no sentido que apresenta o resultado de um processo que é de autorreconhecimento, de afirmação e identidade, que nos últimos anos tem se intensificado em todo o País. Em nossa Universidade temos tentado contribuir com essas discussões, pautando sempre a temática étnico-racial como fundamental para uma universidade inclusiva e diversa”, diz a professora Eliane Anselmo, coordenadora do NEAB/UERN.
A professora Ivonete Soares, uma pioneiras do movimento negro dentro da UERN, comemorou a conquista. “Recebemos com bastante alegria, nesse mês de comemorações alusivas ao Dia Nacional da Consciência Negra, a notícia da UERN entre as 20 universidades (14º lugar) de maior presença negra (pretos e pardos) em seu quadro docente, pois aponta a materialização de anos de lutas e discussões para contribuir com a formação de uma consciência e identidade negra. Ter 45% do corpo docente autodeclarados pretos ou pardos (negros) amplia nossos desafios para transformar a UERN em uma Universidade cada vez mais inclusiva, antirracista, plural e diversa. Felicidade nos define”, frisa.
Confira o ranking elaborado pela Revista Quero Bolsa
 
  
  Saiba mais clicando em:
– Link da Home da Revista Quero: https://querobolsa.com.br/revista
*Universidades públicas – Professores autodeclarados “pretos” e “pardos” são considerados “negros”. – A Revista Quero incluiu as universidades com mais de 500 professores no quadro docente, segundo o MEC. – Foram incluídos apenas os professores com o status “Em exercício” apresentado no Censo.

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