05 novembro 2019

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO promete ACESSO À INTERNET em 56% das escolas urbanas do país até o início de 2020 e beneficiar 11,6 milhões de estudantes


Foto: Jorge William / Agência O Globo

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta segunda-feira a liberação de R$ 82, 6 milhões para conectar 24,5 mil escolas urbanas. A medida é uma nova fase do programa “Educação conectada”, lançado pelo MEC em agosto. Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub , a expectativa é a de que até o início das aulas do próximo ano letivo todas essas unidades já estejam com banda larga. Essa fase do programa pretende conectar, no total, 56% das escolas urbanas brasileiras. Uma parte dos recursos já tinha sido liberada para para as escolas rurais em agosto.

De acordo com o MEC, o programa deve atingir 11,6 milhões de estudantes em todo país. A região com maior número de escolas beneficiadas nesta fase da iniciativa é o Sudeste, com 9.706 escolas; depois a região Nordeste, com 6977 escolas; a Sul com 4.226 escolas; Centro- Oeste com 1846; e Norte com 1.717. O ministro afirma que na região Norte boa parte das conexões é feita por satélite devido à dificuldade de acesso. Estão previstos R$ 115 milhões para implementação da iniciativa.

Durante coletiva, o ministro se recusou a responder questionamentos sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que aconteceu no domingo. Weintraub não deu informações sobre o andamento das investigações sobre a divulgação da foto de uma prova de redação.

– Estar em linha com o ensino hoje no mundo sem estar conectado à internet é um absurdo. Para o Brasil ter Enem digital a gente precisa dar condições iguais para todos os jovens e crianças terem acesso à internet – afirmou Weintraub.

Para conexão total, são necessários mais R$ 140 milhões

Segundo o ministro, atualmente há 23 mil escolas urbanas conectadas no país. Com a medida, outras 24,5 mil serão conectadas. Outros R$ 32 milhões serão destinados às escolas que já têm internet para que possam fazer manutenção. Os recursos são repassados pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O ministro estima que com mais R$ 140 milhões seria possível conectar todas as escolas do país.

Para aderir ao programa é necessário que a escola tenha mais de 14 alunos matriculados, no mínimo três computadores para serem utilizados pelos alunos, e ao menos um outro computador para uso administrativo.

Questionado sobre a realidade das escolas brasileiras, já que muitas não atendem estes requisitos, o secretário de Educação Básica do MEC, Jânio Endo Macedo afirmou que no próximo ano será aberto um pedido oficial junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para que essas escolas possam adquirir equipamentos.

– Queremos propiciar uma melhor condição de aprendizado para que, com essa conexão, consigamos levar novos conhecimentos, colaborando para reduzir a evasão – disse Macedo.

O Globo

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