25 outubro 2018

Conheça a Biografia do Prof. Dr. Fernando Haddad 13

Haddad só entrou na política em 1983, quando filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). Além de prefeito de São Paulo, o político ocupou outros cargos 
O segundo filho de Khalid Haddad e Norma Thereza Goussain Haddad, tornou-se prefeito da capital Paulista em 2012 vencendo José Serra (PSDB) no segundo turno. Fernando Haddad nasceu em 25 de janeiro de 1963, em São Paulo, mas só entrou na política em 1983, quando filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Neste mesmo ano, teve seu primeiro cargo político, sendo o tesoureiro de uma entidade que representava os estudantes do Largo São Francisco, chamada de Centro Acadêmico XI de Agosto.
Foi nessa época que Fernando Haddad deu seus primeiros passos na política estudantil. Enquanto estudante de Direito da USP, ele passou a estudar, sobretudo os teóricos da Escola de Frankfurt, como Theodor Adorno, Max Horkheimer e Herbert Marcuse.
Em 1984, Haddad se tornou presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto pela chapa chamada de ‘The Pravda’, em alusão à junção das palavras contidas das marcas dos jornais que circulavam em Nova York e URSS, a antigo União Soviética. Haddad participou ativamente do movimento Diretas Já que, como o próprio nome diz, pedia eleições diretas para Presidente da República no Brasil.
Em paralelo, o político também estava concluindo o curso de direito na Universidade de São Paulo (USP). A partir de então, a vida de Haddad se resumiu aos estudos e cargos dentro e fora da política paulistana.
Biografia de Fernando Haddad: Formação acadêmica
Depois que se formou bacharel em Direito pela USP, em 1985, Haddad procurou se especializar na mesma faculdade. Levando em consideração este desejo, especializou-se em Direito Civil, concluiu o mestrado em Economia e o doutorado foi com foco em Filosofia. Com este currículo, Haddad tornou-se professor na mesma instituição, onde lecionava Teoria Política Contemporânea.

Fernando Haddad concorre a presidência da República nas eleições de 2018 no lugar de Lula (Foto: Reprodução | EBC)
Ainda entre 1988 e 1989, Haddad morou no Canadá como aluno visitante da Universidade McGill para desenvolver a dissertação de mestrado.
Ainda fora dos cargos políticos, o petista também trabalhou como analista de investimento no banco Unibanco, mas saiu em 2001 quando foi chamado para a primeira função dentro da prefeitura municipal de São Paulo.
Haddad fora dos centros políticos

Fernando Haddad é casado com Ana Estela Haddad, há 25 anos. Desta união nasceram dois filhos, Carolina e Frederico.
Apesar da origem libanesa, Haddad é natural de São Paulo. Além de político, advogado e professor, o petista é também escritor, já tendo publicado cinco livros, são eles: O Sistema Soviético e sua decadência (1992), Em defesa do socialismo (1998), Desorganizando o consenso (1998), Sindicatos, cooperativas e socialismo (2003) e Trabalho e Linguagem para a Renovação do Socialismo (2004).
Vida política de Haddad
Com Marta Suplicy no comando da capital paulista, em 2001, Fernando Haddad foi nomeado como subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico da cidade. Permaneceu neste cargo até 2003, quando foi chamado para trabalhar em Brasília como assessor especial do Ministério do Planejamento e Finanças na gestão Guido Mantega, período que durou um ano.
Em 2004, Haddad aceitou o convite do então ministro da Educação, Tarso Genro, e assumiu o cargo de secretário-executivo da pasta. Um ano depois, Genro foi nomeado como presidente do PT e Haddad assumiu o Ministério ficando neste cargo até 2012, quando deixou o cargo para disputar as eleições municipais de São Paulo, das quais saiu vitorioso, derrubando José Serra (PSDB) no segundo turno.
Já em 2016, disputou a reeleição contra João Doria (PSDB), Marta Suplicy (PMDB), Celson Russomano (PRB) e outros. Contudo, perdeu ainda no primeiro turno para João Doria.
Como Ministro da Educação
De acordo com o site oficial de Fernando Haddad, enquanto ministro da Educação durante 7 anos, entre 2004 e 2012, alguns programas nacionalmente reconhecidos atualmente são fruto da sua gestão no MEC.
O novo FIES é um deles. Ele permitiu que o financiamento estudantil, dividindo o programa em diferentes modalidades, fosse a juros zero. Essa variação depende da renda familiar de cada candidato.
O programa Caminho da Escola é outro que leva a sua assinatura, de acordo com o seu site oficial. Já essa iniciativa atua na área de logística dos estudantes, por meio da frota de veículos escolares. Não só ônibus, como transporte aquático, para as regiões ribeirinhas, e até bicicletas, para facilitar o acesso dos estudantes às escolas foram distribuídos.
No campo universitário e médio, sua biografia afirma que “foram mais de 400 novos campus de escolas federais, em todos os 27 estados do Brasil”.
Em números, sua biografia revela que durante a gestão de Haddad na educação foram:
– 2,5 milhões de beneficiados pelo novo Fies;
– Construção de 37 mil escolas, entre 2007 3 2013;
– Construção de 18 universidades federais.
Sobre esse período, o próprio Haddad traduz sua experiência: “nós, em pouco tempo, proibimos a palavra ‘gasto’ em Educação. Em 12 anos, fizemos mais escolas técnicas do que eles fizeram em 100 anos. Em 12 anos, colocamos mais jovem na universidade do que eles colocaram em 100 anos”.
Como prefeito de SP
Em 2013, Fernando Haddad assumiu a prefeitura de São Paulo, porém só passou os 4 primeiros anos do mandato, vindo a perder a reeleição já no primeiro turno para João Doria (PSDB).
Apesar disso, sua biografia oficial não poupa elogios ao ex-prefeito que: “priorizou o transporte público com os corredores de ônibus, o que reduziu em até uma hora o tempo de deslocamento dos trabalhadores da periferia”.
Como chefe do Executivo paulista, ele criou a Controladoria Geral do Município, na tentativa de combater a corrupção, embora anos depois tenha sido ele mesmo acusado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo de receber 2,6 milhões de reais de propina da empreiteira UTC Engenharia em 2012 para pagar dívidas de campanha. Situação já negada veementemente por Haddad e seus advogados.
Aos 2 anos de gestão, ele já somava um dos maiores índices de rejeição da população paulista (18% aprovavam sua gestão), motivo pelo qual não conseguiu se reeleger, sendo a primeira grande derrota de Haddad, que até então havia conquistado todos os cargos políticos importantes a que se propôs.

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