15 janeiro 2018

Em Mossoró, RN, “caciques” buscam apoio de Rosalba e isolam Tião Couto nas eleições de 2018

Do editor Ney Lopes

As movimentações políticas, com “olho” em 2018, estão se realizando em Mossoró e especificamente na vizinha praia de Tibau.

Encontros, almoços, confraternizações ensejam debates, análises e especulações de candidaturas e alianças.

Os possíveis cenários para outubro próximo vão sendo desenhados em Mossoró, com a certeza antecipada da permanência da aliança das famílias Alves e Maia, em torno da candidatura de Carlos Eduardo Alves, prefeito de Natal, ao governo do RN.

Os desgastes da Lava Jato não arrefecem os ânimos dos dois grupos, que acreditam inexistirem possibilidades de reação popular aos seus candidatos e que tudo será como foi no passado.

Tião Couto, empresário vitorioso no ramo do petróleo, faz o contra ponto nas articulações atuais de Mossoró.

Com pretensão política, ele já mostrou as suas “armas” na última disputa municipal, quando enfrentou Rosalba Ciarlini e teve bom desempenho, embora perdendo a eleição.

PEEMEDEBISTAS PRÓXIMOS DE ROSALBA

Ontem, 12, foi a vez da vereadora Izabel Montenegro, presidente da Câmara Municipal de Mossoró e peemedebista tradicional, ligada à família Alves, receber convidados e correligionários em sua casa de praia em Tibau.

Todas as conversas giraram em torno do apoio da prefeita Rosalba Ciarlini ao candidato do PMDB, Carlos Eduardo Alves, que disputará a sucessão de Robinson Faria.

Cautelosos, alguns peemedebistas ressalvam que nada ainda foi conversado sobre esse apoio da prefeita Rosalba Ciarlini.

Outros consideram fato consumado.

JOSÉ AGRIPINO, O OBSTÁCULO

Transpiram informações de que dificilmente o grupo de Rosalba e Carlos Augusto assimilará uma aliança com o PMDB para votar em José Agripino para o Senado.

Rosalbistas dizem abertamente que, mesmo ela apoiando, a rejeição ao democrata ocorrerá nas urnas e será um prejuízo para a liderança e imagem eleitoral da Prefeita.

A origem desse obstáculo foi o veto – inédito na história política do Brasil – que José Agripino comandou pessoalmente em 2014 para impedir que a então governadora Rosalba Ciarlini e sua correligionária, fiel de tantos anos, fosse candidata à reeleição.

José Agripino optou pelo que considerava chapa imbatível, por ele arregimentada e articulada: Henrique Alves e Vilma Faria, com respectivos vice e suplentes, que reunia condições políticas e econômicas nunca vistas no RN.

Rosalba e seus amigos foram escanteados e humilhados.

Os adeptos de Rosalba proclamam de alto e bom som: ela pode perdoar José Agripino, mas nós não perdoamos.

Desde a eleição de 2014, o senador José Agripino tem conseguido reconciliar-se e até receber elogios públicos de alguns desafetos do passado, nas áreas política, empresarial e social.

Parece, todavia, que a reconciliação com Rosalba e Carlos Augusto será muito difícil.

Mas, ao que se diz, há muitos bombeiros em ação, alguns abertamente e outros nos bastidores (embora identificados por quem conhece a política estadual e suas conveniências dominantes).

Este “blog”, fiel ao que realmente acontece na política potiguar, contará a história em detalhes, quando necessário, mesmo incomodando quem trabalha costumeiramente nas alcovas, tentando proteger-se.

DESPREZO DO PSDB A TIÃO

O empresário Tião Couto não se rendeu ao “desprezo” (técnica muito usada pelos grupos oligárquicos do RN), que atualmente recebe de correligionários do PSDB, partido ao qual se filiou, pensando em ser bem recebido.

Recentemente, o presidente do PSDB-RN, deputado Ezequiel Ferreira, foi a Mossoró, participou de almoço político e desconheceu completamente a existência de Tião Couto.

Pior do que isso não seria possível acontecer.

Sinais claros de desprestigio, desprezo e insignificância político-eleitoral, atingindo em cheio Tião e seus amigos.

TIÃO E LUIZ ROBERTO REAGEM HOJE

Neste sábado, Tião Couto recebe amigos e correligionários em Tibau e continuará gestões para inserir-se no contexto eleitoral de 2018.

Não se sabe como, quando e nem em qual partido.

Mas, a disposição dele é participar do processo eleitoral de 2018.

Ao lado de Tião está o empresário Luiz Roberto Maldonado Barcelos, sócio fundador da Agrícola Famosa, a maior exportadora de frutas do Brasil, que também se dispõe a candidatar-se ao senado pelo RN, com um discurso reformista.

O mais curioso é que, mesmo sendo inegáveis exemplos de self made man (empreendedores), amplamente vitoriosos no mundo dos negócios, os tucanos potiguares aliam-se ao comportamento tradicional das oligarquias estaduais, no sentido de afastarem do processo, a qualquer custo, nomes novos que possam ocupar posições reservadas a esses grupos e seus familiares.

Sempre foi assim!

Por isso, Tião, Luiz Roberto e seus seguidores terão que ficarem alertas e, por cautela, colocarem “a barba de molho”!

O VETO TRADICIONAL DOS CACIQUES

Há vários exemplos de pretendentes a cargos majoritários no RN, repetidas vezes “vetados” pelos grupos tradicionais, que só abrem para “alguns” que disponham de recursos, prometam gastar e jurem obediência em qualquer circunstância.

Os demais são vetados na largada.

Assim está sendo feito (e repetido) com Tião Couto e Luiz Roberto Maldonado Barcelos.

No máximo seriam aceitos como candidatos proporcionais.

Candidatos majoritários, jamais.

Os “partidos” com a influência dos caciques e seus sequazes, no máximo permitirão candidaturas proporcionais.

Como diria Jurandir Nóbrega: “quem for vivo verá que é assim”.

Será que o povo reagirá em 2018 e tudo mudará?

Para que isso aconteça é necessário candidatar-se e arriscar.

Oferecer o nome como opção.

O resultado final pertencerá a Deus e ao povo.

Assim seja!

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