27 outubro 2017

Mesmo preso Henrique comandava esquema de fraudes e ocultação de bens, diz Polícia Federal

Os investigadores afirmaram que um grupo de pessoas ligadas ao ex-ministro continuava realizando fraudes em licitações de prefeituras do interior do Rio Grande do Norte. Era uma forma de lavar o dinheiro e ocultar bens. Essas pessoas foram presas
Ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves está preso desde 6 de junho

A Polícia Federal afirmou, em coletiva à imprensa, que o ex-deputado e ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB) continuava praticando atividades ilícitas mesmo depois de preso na Operação Manus, em 6 de junho deste ano. Segundo os investigadores, Alves comandava um esquema de ocultação de bens e fraude de licitações, por meio de assessores e pessoas ligadas a ele, afirmou a Polícia Federal.

"Depois da deflagração da Operação Manus, nós percebemos que o ex-deputado federal passou a ter duas condutas. A primeira é que ele estava articulando com seus assessores diretos a ocultação de seus bens, ou seja, um crime de lavagem de dinheiro. Percebemos uma segunda conduta, com base também nesses assessores, que era articulação junto a prefeituras do Rio Grande do Norte, no direcionamento de licitações", afirmou o delegado da PF, Oswaldo Scalezi Júnior, durante coletiva sobre a Operação Lavat, deflagrada nesta quinta-feira (26) no Rio Grande do Norte e em Brasília (VEJA AQUI).

Os investigadores afirmaram que um grupo de pessoas ligadas ao ex-ministro continuava realizando fraudes em licitações de prefeituras do interior do Rio Grande do Norte. Foram cumpridos mandados de busca em cinco municípios potiguares.

Os contratos envolviam recursos de convênios com o Governo Federal. Somadas, as obras custariam cerca de R$ 5,5 milhões, porém os investigadores ainda não identificaram qual seria o percentual da propina dividida entre os beneficiários e o próprio ministro.

Em outra frente, as investigações apontam que Henrique Alves estaria ocultado seus bens, por meio da transferência deles para pessoas próximas, ou mesmo em simulações de venda e compra. Para os investigadores, o ex-ministro queria esconder o patrimônio da Justiça.

A prisão do último dia 6 de junho, porém, teria conseguido reduzir a influência de Alves sobre ministérios, em Brasília. Esse era um dos motivos da prisão, segundo a PF.

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