11 agosto 2017

“Vaias” nos políticos do RN refletem insatisfação popular com “insegurança pública”

Do editor Ney Lopes

No último final de semana, a imprensa registrou que vários políticos do Estado foram “vaiados” em eventos públicos.

Foram atingidos o governador Robinson Faria, senadores Garibaldi Alves, José Agripino, Fátima Bezerra, deputados federais e estaduais.

Em Salvador, Bahia, o prefeito de São Paulo recebeu um “ovo” na face, quando se dirigia à Câmara Municipal local.

Esses comportamentos agressivos repetem-se no país.

A análise a ser feita é que eles revelam sintomas da grave insatisfação popular com a classe política, que se agrava a cada dia.

As “vaias” e os “ovos” podem atingir qualquer político, independente de ser especificamente fulano ou sicrano.

A população indignada com os atuais descalabros age impessoalmente.

Ao invés das passeatas e protestos públicos, as últimas reações populares têm sido diretas contra políticos em ambientes coletivos.

Trata-se de uma situação complexa e cuja solução está nas mãos da própria classe política.

Somente ela poderá evitar essas situações constrangedoras contra si própria.

Não adianta simplesmente condenar o cidadão, salvo quando os atos de protestos causam dano às pessoas físicas, atingindo bens privados, ou públicos.

Nesses casos é baderna, e não se justifica.

O meio da classe política reagir será com gestos e atitudes, que colaborem de forma clara e efetiva para oferecer à população uma “luz no final do túnel”, nesse momento de tanta desilusão com o futuro.

Por exemplo.


A insegurança pública está em nível insuportável.

Ninguém aguenta mais.

Torna-se impossível sair de casa, até para ir a uma farmácia.

As origens desse fenômeno devastador todos conhecem.

Uma das principais causas são as leis vigentes e as posições de certas instituições, protegendo o marginal (agem como “inocentes úteis”), na medida em que combatem sistematicamente às reações policiais, nos casos de uso mais ostensivo da força de repressão.

O Congresso Nacional terá que “parar” urgentemente por um período e dedicar-se a discussão e aprovação de mudanças na lei de repressão à crimes no Brasil.

A legislação está superada.

Ela precisa mudar para intimidar o bandido.

Hoje a lei, em tese, dá tranquilidade ao delinquente, a começar pelos menores que são “usados” por marginais adultos, ficando impunes para reincidência e a consequente repetição dos mesmos crimes, à luz do meio dia.

Recuperar esses menores é dever da sociedade.

Porém, o caminho não pode ser – como é hoje – garantindo-lhes a impunidade.

Essa situação terá que mudar.

Não se trata de “olho por olho, dente por dente”.

Mas também não é suportável que o bandido receba (mesmo indiretamente), a complacência da lei vigente, em nome da proteção a falsos direitos humanos, o que impede a Polícia de agir com energia e firmeza.

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