21 julho 2017

Lula pode até não ser preso em 2018, mas sua candidatura já foi para o espaço


As pesquisas têm sido feitas levando em consideração a participação de Lula da Silva na disputa pela Presidência da República em 2018.

É perda de tempo.

Sua candidatura será impedida pela Lei da Ficha Limpa.

Como diz o comentarista Arnaldo César Coelho, a regra é clara.

Determina a alínea “e”, inciso I, do art. 1º da Lei Complementar 64, que são inelegíveis para qualquer cargo “os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena”.

Todos sabem que Lula já está condenado em primeira instância, mas há quem pense que o julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) vai demorar muito e não sairá antes do registro da candidatura, no final de julho.

Mas as aparências enganam.

Diante dessa situação, Lula poderá até continuar livre, mas não será candidato.

Portanto, é conveniente que os instituto de pesquisas passem a levar em conta que Lula não deve concorrer.

Assim, deve ser pesquisada a disputas entre os outros pré-candidatos – Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSC), Ciro Gomes (PDT), Álvaro Dias (Podemos), Doria ou Alckmin (PSDB), Michel Temer (PMDB), Henrique Meirelles (PSD) etc.

E como candidato do PT, ao invés de Lula, devem ser incluídos Fernando Haddad, Tarso Genro ou até Dilma Rousseff, não necessariamente nesta ordem.

Por Carlos Newton

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