04 julho 2017

Eduardo Cunha é o marmiteiro do Complexo Médico Penal de Pinhais

A rotina do ex-presidente da Câmara começa às 6h. Cunha e cinco internos são liberados de suas celas para receber no portão da galeria um carrinho com pães untados com margarina, café com leite e uma fruta. O carrinho entra na ala, e Cunha então separa as marmitas comuns das que são preparadas para os presos com restrições alimentares. Coloca tudo em uma maca improvisada como mesa.

São 32 celas no pavilhão. Cunha vai de cubículo em cubículo entregando a comida, o que na gíria da cadeia é chamado de “pagar boia”. Ele passa canecas, pães e frutas por uma pequena janela recortada no meio da porta de ferro.

Os presos fazem as refeições dentro das celas e depois são soltos para circular pela ala, onde ficam até as 17h30. Internos –como o ex-senador Gim Argello e os ex-deputados Luiz Argolo e André Vargas– caminham de um extremo ao outro do pavilhão, que mede cerca de 50 metros.

Cunha costuma, segundo fontes ouvidas pela Folha, sentar-se numa das três cadeiras emendadas que ficam na saída da ala. Cruza as pernas e, segurando uma caneca azul na mão, ouve outros presos que se sentam ao seu lado para conversar ao pé do ouvido.

Apesar de o peemedebista não ser advogado, alguns detentos da Lava Jato o consultam sobre seus processos.
 
Fonte: Blog do Primo

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