15 janeiro 2017

Guerra de facções: Cabeças decapitadas são espalhadas no pátio de presídio no RN

Chega ao Rio Grande do Norte a barbárie na guerra de facções 
As cabeças decapitadas de presos foram jogadas no pátio do presídio Rogério Coutinho Madruga. (Foto Whatsapp)

O juiz de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar Vilar dos Santos, disse que gravações dos presos já mostram "várias cabeças decapitadas espalhadas no pátio" do presídio. "Relatos de agentes e policiais falam que eles já destruíram o bloqueador de celular e estão controlando todos os pavilhões."
Para Santos, a situação era "previsível". "Desde março de 2015 que há pavilhões com celas sem grades. Então, dentro os presos já comandavam. O Estado controlava só os muros", disse. "Alcaçuz é semi-destruído e agora eles devem terminar de destruir. Sempre houve notícia de que eles tinham armas lá dentro. Não é de hoje" acrescentou.
Segundo ele, o presídio Rogério Coutinho Madruga, inaugurado em 2011 no mesmo terreno de Alcaçuz, era onde estavam mantidos presos ligados a uma organização criminosa que controla presídios, enquanto o pavilhão 4 da unidade vizinha é reduto de facção rival.
Dez mortos
A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, cidade ao lado de Natal, registra nesta sábado, 14, ao menos 10 presos mortos. Segundo a assessoria do governo estadual, trata-se de uma disputa entre duas facções. Maior penitenciária do Rio Grande do Norte, Alcaçuz tem cerca de 1.150 presos em um espaço com capacidade total para 620.
O motim começou por volta das 16h30 e ainda não foi controlado pelas autoridades estaduais. Os presos teriam invadido o pavilhão 1 e o 5. O pavilhão 5 é uma unidade separada e que faz parte do Complexo de Alcaçuz. Atuam no Rio Grande do Norte, além do Primeiro Comando da Capital (PCC), o Sindicato do Crime do RN rival do grupo paulista e mais próximo da Família do Norte e Comando Vermelho.
Em Alcaçuz, segundo fonte ouvida pelo Estado, os pavilhões 1,2,3 e 4 são dominados pelo Sindicato do Crime RN e o 5 encontra-se com presos com algum tipo de ligação o PCC.
O Batalhão de Choque e o Bope estão no local para tentar conter a rebelião. O governo um grupo de gerenciamento de crise para acompanhar a rebelião com integrantes de todas as forças de segurança do estado e Ministério Público. O grupo, segundo a assessoria do governo, vai trabalhar em regime de plantão para tentar reverter a situação de descontrole dentro do sistema prisional.
 
Fonte: Diário do Poder

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