17 julho 2016

Coluna do Cláudio Humberto: Poder, política e bastidores








Os partidos políticos tomaram R$ 368,78 milhões do contribuinte, entre janeiro e junho deste ano, a pretexto de “fundo partidário”. O PT de Dilma e Lula foi o partido que mais embolsou nosso dinheiro em 2016: R$49,03 milhões; seguido pelo PSDB de Aécio, com R$40,4 milhões e pelo PMDB do presidente interino Michel Temer, com R$ 39,4 milhões. Ainda assim parlamentares aprovaram, em 2015, triplicar o fundo.


A expectativa é que os partidos políticos brasileiros com representação na Câmara dos Deputados levem R$819 milhões apenas este ano.

DESCULPA É ‘AJUSTE FISCAL’

O relator do Orçamento na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), emplacou uma emenda de sua autoria que elevava o fundo para R$600 milhões

TRIPLICOU

Até 2015, o Fundo Partidário pagava cerca de R$ 300 milhões para os mais de 25 partidos políticos com representação na Câmara.


Além dos milhões do fundo, o PT ainda arranca grana de trouxas com a “vaquinha” para viagens de Dilma. Já faturou quase R$1 milhão.


A investigação sobre a União Nacional dos Estudantes está pronta para começar na Câmara, mas o PCdoB, que controla a entidade há décadas, tenta de tudo para enterrar a CPI. O partido chegou até a negociar votar no presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em troca, entre outras coisas, do sepultamento da CPI. Em julho, Waldir Maranhão (PP-MA) anulou a criação da comissão, pressionado pelo governador do Maranhão, seu conterrâneo Flávio Dino, do PCdoB.


Há recurso apresentado contra a decisão de Waldir Maranhão. Rodrigo Maia não garante acatá-lo, mas promete: “Vamos analisá-lo”.


A UNE, que acusa “golpe” de Temer, mas se calou no Mensalão e no Petrolão, recebeu pelo menos R$ 44 milhões nos governos do PT


Conforme antecipou esta coluna, a UNE ameaça invasões e até vandalismo, inclusive no Ministério da Educação, caso a CPI prospere.


“Eles não têm argumento jurídico para fazer frente à nossa acusação. Se eles tivessem eles não precisariam ficar com esse discurso [de golpe]”, explica Janaína Paschoal, uma dos autoras do pedido de impeachment de Dilma, em entrevista exclusiva ao site Diário do Poder.


Rogério Rosso (PSD-DF) perdeu a eleição na Câmara, e a irmã dele, Gabriela Rosso, perdeu o cargo na Liderança do partido do irmão, no Senado, onde ganhava R$ 14 mil por mês desde março de 2015.


Ex-presidente da OAB do Rio de Janeiro e atual deputado federal pelo PT-RJ, Wadih Damous, deve ser o candidato a vice-prefeito na eleição deste ano chapa da deputada Jandira Feghalli (PCdoB).


Ex-ministros de Dilma, os peemedebistas Marcelo Castro (PI) e Celso Pansera (RJ) lançaram candidaturas como retaliação a Michel Temer pela demora na distribuição de cargos e contra a demissão de petistas.


O Planalto entrou em campo para esvaziar a candidatura de Marcelo Castro, o ex-ministro abestado da Saúde, a presidente da Câmara. “Não entenderam que agora são governo,” brinca Jarbas Vasconcelos.


Com apoio do PT, o novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) avisou ao Planalto que não vai “vender a alma”, mas respeitará a proporcionalidade para relatorias de projetos e comissões.


Em Belém (PA), o Comissariado da Infância e Juventude resgatou duas crianças, uma de colo e outra de 11 anos, com a mãe em situação de risco. Ela usava os filhos para pedir esmola em semáforos. As crianças foram encaminhadas para um abrigo pelo Conselho Tutelar.


“O Estado tem o dever de apresentar a sua política de inteligência e não a política de brutalidade”, disse o presidente da OAB-SE, Henri Clay, sobre a onda de violência que assusta moradores do Sergipe.


...com a crise, o PMDB na Presidência e o DEM no comando da Câmara o clima está cada vez mais parecido com a década de 80.

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