21 junho 2016

Quais as chances de Robinson Faria, ou Carlos Eduardo eleger-se governador do RN, em 2018?

Deu no Blog do Ney Lopes

A política do RN, até a última semana, caminhava para um confronto em 2018 na disputa do governo do estado, entre o atual governador Robinson Faria e um “Alves”, que poderia ter como principal adversário Carlos Eduardo Alves (se reeleito prefeito de Natal), Walter Alves (filho do senador Garibaldi Alves), ou o então ministro Henrique Alves, inconformado com a derrota de 2010.

Os últimos acontecimentos nacionais, ligados a Operação Lava Jato, alteram esse prognóstico, pelas acusações contra políticos locais.

Não se trata de considerar os acusados culpados, por antecipação.

Em absoluto.

Porém, em política, esses fatos afetam a imagem dos candidatos potenciais e trazem em curto prazo danos eleitorais.

Ninguém pode tapar o sol com a peneira!

Colocando-se o “olho clínico” para a análise em longo prazo, a projeção seria que sobraria como única alternativa da família Alves, para disputar o governo em 2018, o nome de Carlos Eduardo, na hipótese de sua reeleição para a PMN, em 2016.

O atual governador Robinson Faria disputaria a reeleição, sem o apoio do PT, que certamente se lançaria à luta com a candidatura simbólica de Fátima Bezerra.

Cabe a indagação: será que Carlos Eduardo aceitaria em 2018 deixar a Prefeitura de Natal e “aventurar” a eleição de governador?

Considere-se, inicialmente, que até hoje Carlos Eduardo tem se mostrado um político pragmático, disposto a correr riscos calculados.

Quando foi vice-prefeito de Vilma, já era deputado estadual.

Se perdesse, continuaria com mandato.

Em 2018 seria diferente.

Uma derrota, o colocaria à margem do processo político, além de perder o tempo restante do mandato de prefeito de Natal.

Alguns aspectos, em princípio, levam a crer que Carlos Eduardo, após as mudanças recentes no panorama eleitoral estadual, dificilmente se “meteria numa aventura” em 2018.

O raciocínio de Carlos Eduardo poderá ser de que, em 2018 a campanha terá “Alves” candidato para todos os lados.

Ele, Garibaldi, Walter Alves, José Dias (ligações familiares), Henrique…

Na chapa majoritária de governador e senador, certamente dois Alves presentes.

Esse fato reforçaria em tempos de mudança, a ideia da oligarquia familiar, além de provocar inevitáveis “choques” de interesses eleitorais na montagem da coligação.

Outro aspecto é que, “adiando” o seu projeto para 2022, Carlos Eduardo poderia aproveitar uma possível recuperação da economia e coroar a sua segunda administração à frente da PMN, saindo com a imagem de administrador competente.

Além do mais, com toda segurança, a política do RN estará totalmente renovada em 2022, até em razão da idade biológica dos atuais líderes.

Dificilmente, alguma dessas lideranças atuais, disputaria eleição majoritária, naquele ano.

Nesse contexto, Carlos Eduardo, com pouco mais de 50 anos de idade, despontaria com maior potencial de liderar a sua geração e outros que apareçam.

Esses fatores reforçam a conclusão de que cresce a possibilidade de sucesso do governador Robinson Faria reeleger-se.

Claro, que muita água ainda correrá até 2018.

Mas, será suficiente Robinson manter-se com equilíbrio, preservando, sobretudo espaços na sua imagem pessoal, através de ideias e propostas arrojadas, que o desvinculem dos métodos tradicionais de fazer política.

Isso daria segurança ao eleitor, em relação ao seu segundo governo.

Os indícios mostrados pelas pesquisas são de que o eleitor está mudando a cabeça e o comportamento.

É preciso que o político entenda isso, e mude a sua também.

Para uma reeleição em 2018, o governador Robinson Faria não poderia apenas preocupar-se em montar “grupo forte”, cooptando nomes e partidos, que se bem analisados, nenhuma segurança darão de retorno eleitoral.

A maioria dos cooptados estará mais interessada em usufruir governo, do que ajudar a eleição de um governo novo, realmente preocupado com o interesse coletivo, e não de preservar interesses de grupos e de negócios emergentes.

Os ventos sopram, portanto, favoráveis à reeleição de Robinson, em 2018.

Porém, tudo dependerá dele próprio escolher o caminho a percorrer, sobretudo pós-eleição municipal.

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