27 abril 2016

Coluna do Cláudio Humberto no Diário do Poder

 
Embaixadas do Brasil não apregoam ‘golpe’
Perde força no exterior a alegação de “golpe” no impeachment da presidente Dilma. Nenhuma embaixada brasileira no exterior recebeu instruções para difundir a versão petista junto aos governos onde representam o Brasil, tampouco junto a veículos de comunicação desses países. O próprio ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) tem mantido silêncio sobre o tema, em conversações no exterior.

Protocolar
Na Unasul, entidade dos países do continente, sábado (23), em Quito, Mauro Vieira só abriu a boca para felicitar a presidência da entidade.Falando sozinho
Apenas o aspone Marco Aurélio Top-Top Garcia tomou a palavra em Quito para “denunciar o golpe no Brasil”. Ninguém lhe deu atenção.Balão de ensaio
Top-Top Garcia disse na Unasul que Dilma “cogita invocar a cláusula democrática”. Foi avisado que se o Brasil fizesse isso, seria derrotado.Não se aplica
A “cláusula democrática” pune países que sofram ruptura institucional. Não é o caso do Brasil, já

Ministro do Supremo não tem passado, só futuro
Aos governistas que esperam “gratidão” de ministros do Supremo Tribunal Federal, para “salvar” Dilma, o professor Delfim Netto afirma haver aprendido, em sua longa vida pública, que “ministro do STF não tem passado, só tem futuro”. Observa que eles estão preocupados em trabalhar direito e serem lembrados pela qualidade jurídica dos seus votos, nunca por haver agradecido a própria nomeação com a toga.Voto de consciência
Têm sido recorrente críticas a ministros do STF que, para “decepção” do PT, votam de acordo com sua convicção e a consciência.Hostilidades
No caso do mensalão, o ministro-relator Joaquim Barbosa chegou a ser hostilizado por petistas por haver pedido a condenação dos meliantes.Independência
Mensaleiros foram condenados e, no impeachment, Dilma coleciona derrotas no tapetão no STF de maioria nomeada por ela ou por Lula.Quinta coluna
Como na Câmara, ex-senadores “independentes” que foram filiados ao PT mostram que no peito ainda bate o coração petista. No Rede, no PSB ou no PPS, comportam-se como linha auxiliar do governo.Janela ocupada, tchê
O sociólogo gaúcho Denis Rosenfeld poderia estudar o fascínio das pessoas pelo poder, mas estava mais empenhado em se aproximar de Michel Temer. Quase desestabilizou a equipe do futuro presidente: entrou no ônibus agora e já queria sentar na janela da frente.
 
AGD impedido
O advogado-geral de Dilma, José Eduardo Cardozo, não defenderá Dilma após seu afastamento. Primeiro porque ele será demitido, depois porque a proibição foi acatada pela comissão do impeachment.Cantou de galo
O lobista Fernando Baiano rodou a baiana no Conselho de Ética. Ele falou que só começaria a depor depois que todos que estavam de pé se retirassem. E os seguranças da Câmara proibiram imagens.Baixinho extravagante
Alessandro Teixeira (Turismo) adora extravagância. Foi exonerado em 2013 da secretaria-executiva do Ministério do Desenvolvimento, após flagrado usando carro oficial para levá-lo a uma academia em Brasília.Questão de ordem
O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) garante que o PMDB não fechará questão sobre o impeachment de Dilma. “Chance zero. Não há como engessar a consciência dos senadores do PMDB”, diz ele.Pela metade
Os servidores da EBC, estatal de comunicações, estão revoltados com o governo Dilma, que decidiu cortar a hora-extra dos atuais funcionários, reduzindo-lhes os salários em até 60%.Regalias do poder
Mesmo depois de concluído o processo de impeachment na Câmara, o relator, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), ainda se faz acompanhar de quatro seguranças. Diz ter sido ameaçado quando foi relator.
 
Pergunta na Av. da Ética
Como pode o presidente do Senado se reunir com Dilma enquanto uma comissão de senadores examina os crimes atribuídos a ela?

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